Trump, les USA, son influence en Amérique Latine. Et qu’est-ce que nous avons à voir avec ça?

Quando trabalhar no McDonald’s e no Walmart não te garante um teto

Ao encontro com este jornal, no centro de Manhattan, ela chega atrasada e inquieta. Ao trabalho também chegará alguns minutos depois da hora marcada. Os atrasos se sucedem e se retroalimentam. Como nesse dia ela faz o turno das 15h, provavelmente só voltará para casa depois das 22h e isso, aos 27 anos, é dito a ela como sendo uma falha. Não porque viva no seio de uma família rígida, mas porque essa é a hora limite de chegada ao albergue para indigentes no qual dorme quando sai do trabalho no McDonald’s. Pelo menos esse dia é sábado e ela não tem que organizar para levar e buscar na escola as crianças de oito, sete e quatro anos. Lá também costumam repreendê-la por seus atrasos.

A vida de Y., como pede para ser identificada, não é uma raridade: um terço das famílias que dormem nos centros para desabrigados da cidade é chefiada por uma pessoa com emprego. Mas em Nova York trabalhar já não significa ganhar a vida. Nos Estados Unidos como um todo, tampouco: 6 em cada 10 famílias que estão abaixo da linha de pobreza em todo o país têm pelo menos um de seus membros empregados, de acordo com o Instituto de Política Fiscal.

Mas realmente, devemos seguir o capitalismo selvagem dos americanos pois ele deu certo (para 0,1% da população)!

Leia a íntegra no El País.

Sobre a difícil democracia, por Boaventura de Sousa Santos

Entretanto, em muitos dos países estudados, a própria democracia representativa sofreu um enorme desgaste, devido a uma conjunção de fatores, todos eles convergindo na transformação da democracia liberal em democracia neoliberal, uma transformação sub-reptícia que teve lugar sem suspensão nem revisão das constituições vigentes. Essa transformação ocorreu por meio de dois processos convergentes. Por um lado, a prevalência crescente do capitalismo financeiro global corroeu a soberania dos Estados a ponto de transformar Estados soberanos em presas fáceis de especuladores financeiros e de suas guardas-avançadas, as agências de notação de crédito e o FMI. A concentração de riqueza e a degradação dos direitos econômicos e sociais estão fazendo com que o círculo da reciprocidade cidadã se estreite e cada vez mais cidadãos passem a viver na dependência de grupos sociais poderosos que têm direito de veto sobre seus modos e suas expectativas de vida, sejam eles filantropos, narcotraficantes, latifundiários industriais, empresas de megaprojetos e de mineração. A isso chamo “fascismo social”, regime social que constitui o outro lado das democracias de baixa intensidade.

Leia a íntegra no Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado do Pernambuco.