Violences policières : un procès qui tombe mal

Qualquer semelhança é pura coincidência

Documentário Em Busca da Verdade, realizado pela TV Senado, compilando o trabalho realizado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), instituída durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Esta comissão perturbou um silêncio histórico sobre um período sombrio da História do Brasil, valendo muitas antipatias da elite brasileira à presidente eleita democraticamente. Elite, essa, constituída em grande parte por famílias cujas fortunas provêm de lucros importantes, realizados durante a ditadura militar, às custas do povo brasileiro. Conhecer a História é o primeiro passo a ser dado para evitar a sua repetição.

La méditation, un exercice spirituel et pas un simple remède au stress, par Inès Weber

Diálogo de delegacia, por Fernando Horta

– Doutor Delegado, eu fui estuprada.

– Vamos com calma, como é seu nome?

– República Federativa do Brasil.

– Muito bem, e o que exatamente ocorreu?

– Eu fui estuprada, dentro da minha própria casa…

– Como assim estuprada? Você não casou com ele? Ele não era vice por votação?

– Era… mas ele não podia fazer isso…

– Minha senhora, é claro que ele podia, está na constituição.

– Mas a constituição exige consentimento e o que houve foi violência…

– Violência segundo quem? Ao que me parece a senhora até estava gostando por uns 13 anos…

– Não! Ocorriam apenas pequenos abusos, mas era por um bem maior… um juiz entenderá…

– República Federativa do Brasil, né? É este seu nome?

– É sim…

– Pois veja… alguns dizem até que seu nome é “Estados Unidos do Brasil”, você claramente gostava.

– Não… veja estou toda ensanguentada…

– Minha senhora, isto aí é fruto de suas atividades nada cristãs…

– Mas eu tenho direitos… por favor… eu preciso.

– Veja, a senhora até pode registrar ocorrência, vai para o STF e nada vai acontecer. Digo isto como seu amigo. Acho melhor você ir para casa e conversar com ele, porque ele lhe ama e só quer o seu bem…

– Não… ele continua me machucando… me agredindo sem nenhum consentimento…

– Minha senhora, Brasil, né? Minha senhora, vou lhe dizer de novo, vá para casa e converse com ele. É para seu bem e nos deixe trabalhar… temos coisas sérias a fazer…

Oliveira!!! reúne o pessoal, precisamos bater naqueles estudantes lá… o juiz já liberou? Já?! OK, então vamos.
Madame, pode ir. Passar bem…

(O Brasil foi estuprado. E as mulheres que já passaram por isto sabem exatamente a sensação de desamparo que é dada pelas “autoridades”. Foi exatamente o que aconteceu… E ainda falam que não somos machistas)

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Não dá para entender estes reacionários, por Fernando Horta

Reclamavam porque não tinha educação, agora tem estudante 24 horas nas escolas. Eles são contra.
Reclamavam porque o “povo” não se levantava contra o governo. Agora se levantam. Eles são contra.
Reclamavam porque o “nível de politização era baixo”. Agora os estudantes mostram que é altíssimo. Eles são contra.
Reclamavam porque na escola “tinha partido”. Agora estudantes fazem movimento apartidário. Eles são contra.

Antes o governo não ouvir os protestos era um absurdo. Agora é bom.
Antes o dólar alto era inaceitável. Agora tá ótimo.
Antes a ameaça da gasolina subir era o inferno no país. Agora tá tudo bem.
Antes corrupto solto era inaceitável, agora temos que investigar para não cometer injustiça.
Antes sonegador trazer dinheiro para o Brasil era conchavo com o governo. Agora é bom para fazer caixa.
Antes a inflação fora da meta era prova de incompetência, agora tá tudo dentro do aceitável.
Antes o desemprego era “o golpe contra o povo”, agora é medida de ajuste da economia.
Antes o SUS não atender TODOS os pobres era suprema canalhice do PT. Agora a PEC 241 tirar direito universal à saúde é algo importante.

Vemos que era tudo desfaçatez para encobrir que eles sempre foram contra o governo que trabalhava para diminuir a desigualdade. todo o resto é mentira.

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