Na época ficou combinado de usar o Plano Real como estratégia para fazer propaganda política pra Fernando Henrique Cardoso, pois Lula precisava perder as eleições. Foi tudo um jogo, tudo combinado, um teatro, que no final deu certo. FHC foi eleito, Lula perdeu, e o Brasil caiu pra 14o lugar da economia mundial. Patrimônio nacional foi vendido, a divida explodiu com um aumento de 11x e o FMI teve que salvar o Brasil duas vezes. Na época, eu com 11 anos era fã do FHC, pois cai na armação e acreditei na mentira. Fui enganado, pois acreditei mesmo na farsa e acreditava piamente que FHC era um gênio. Isso me levou inclusive a estudar e fazer faculdade de sociologia. Hoje sociólogo, vejo como fui enganado por toda esta tramoia suja. FHC é uma vergonha pro Brasil e pros sociólogos.
Mês: outubro 2016
Entrevista de Eduardo Cunha (março de 2015) por Antonio Jiménez Barca e Talita Bedinelli
“A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”.
O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirma ser perseguido por estar sendo investigado. Ele diz que a “porteira da corrupção” na Petrobras foi uma mudança de lei feita por FHC.O peemedebista Eduardo Cunha entra em uma das salas de seu gabinete rodeado por seguranças e assistentes. Na sala de onde despacha, responde aos questionamentos do EL PAÍS entre uma ligação e outra, em meio a diversas trocas de mensagens pelo celular. Ainda que em alguns momentos fale depressa e feche os olhos ao se incomodar com algumas perguntas, aparenta calma, apesar de toda a pressão dos últimos dias.
O presidente da Câmara dos Deputados, que desde que chegou ao comando da Casa, em fevereiro, impôs uma série de derrotas a então aliada Dilma Rousseff (PT), é um dos 54 nomes que serão investigados nos processos relativos à operação Lava Jato.
Viking shield maidens have formed part of the fantasies of that era for many years, but they couldn’t be real, could they?
Thousands of Wild Buffalo Appear Out of Nowhere at Standing Rock, by Tom Cahill
Conheça a aluna que discursou na Assembléia Legislativa em defesa da ocupação das escolas
Do alto de seus 16 anos, a estudante Ana Júlia Ribeiro ainda tenta entender a guinada que sua vida deu em menos de 24 horas. Na quarta-feira (26), a jovem miúda e de olhos brilhantes não se intimidou diante dos deputados e, em plena Assembleia Legislativa do Paraná, fez um pronunciamento emocionado em que defendeu as ocupações dos colégios estaduais. O discurso viralizou na internet, trazendo os holofotes sobre a si e sobre o movimento estudantil. Ainda impressionada com a repercussão, Ana Júlia parece longe de reivindicar qualquer status de destaque ou de liderança. Afirma que quer apenas dar voz aos discentes. A repercussão do discurso rendeu até uma ligação do ex-presidente Lula. A jovem agradeceu o apoio, mas não quer que sua fala seja vinculada a partidos políticos.
“Eu estou orgulhosa de saber que os estudantes se sentiram representados”, disse. “Não, pelo amor de Deus, não quero ser líder de nada. Temos que ir com calma. A pauta, o movimento é muito mais importante”, acrescentou.
Lula aciona delegado que o apontou como “amigo” em planilha da Odebrecht, por André Richter
Advogados do ex-presidente entraram nesta sexta-feira 28 com uma ação de reparação de danos morais contra o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, “em virtude de afirmação ofensiva e mentirosa por ele lançada sobre o nosso cliente em relatório (…) no qual ele não figura como investigado”; para a defesa, o “delegado federal cometeu abuso ao usar de sua função pública para afirmar, sem qualquer prova e, ainda, sem ser a autoridade responsável pela investigação, que Lula seria o ‘amigo’ mencionado em uma suposta planilha que faria referência a supostas vantagens indevidas”; ação pede R$ 100 mil por danos morais
Sérgio Moro vira réu em Genebra e risco de prisão de Lula é página virada, por Bajonas Teixeira
Posto sob os holofotes da corte da ONU em Genebra, Sérgio Moro já nem em sonhos se atreverá a prender Lula. Mas, nas últimas duas semanas, começando no dia 13 de outubro, tudo parecia apontar para a prisão do ex-presidente. Videntes até previam o dia e a hora. Desde o início dessa semana, contudo, a situação começou a se reverter com a crise institucional aberta por Renan Calheiros contra a Lava Jato. E anteontem, no dia 26, deu uma virada completa com o anúncio da decisão da ONU.
Os réus, agora em âmbito internacional, passaram a ser o juiz Sérgio Moro e o Judiciário brasileiro. O juiz, se condenado, ganha o estatus de criminoso internacional contra os direitos humanos. Embora internacional, o título soará um pouco diferente do recebido da revista Time nos EUA, que o declarou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Não querendo passar da fama fabricada made in USA diretamente ao vexame, Sérgio Moro ficará cada vez mais prudente.
Quando chega a hora de voar, por Karine Rosa
O jeito que as pessoas se vestem é outro. A maneira de andar, os sapatos (ou a falta deles), as músicas que escutam sem fone no ônibus, as gírias, o sotaque e, arrisco dizer, até a forma de olhar. Tem um bocado de coisa diferente. O cheiro da praia. O silêncio porque ninguém tá gritando “bixcoito globo” ou “olha o queijo coalho” enquanto a gente toma sol. E a falta que faz uma água de coco gelada.
Muita coisa muda. Mudam as pessoas com as quais você vai esbarrando e, aos poucos, começa a chamar de amigas. As comidas que você come, as bebibas com as quais gosta de encher a cara e os tipos de lugares que você frequenta. Até as coisas nas quais você sempre acreditou – ou aquelas tantas em que você nunca quis acreditar.
Quando chega a hora de voar e a gente voa, não é só o endereço que deixa de ser o mesmo.
O fenômeno José Serra, por João Filho
O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”.
Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.
