Qualquer semelhança é pura coincidência

Documentário Em Busca da Verdade, realizado pela TV Senado, compilando o trabalho realizado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), instituída durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Esta comissão perturbou um silêncio histórico sobre um período sombrio da História do Brasil, valendo muitas antipatias da elite brasileira à presidente eleita democraticamente. Elite, essa, constituída em grande parte por famílias cujas fortunas provêm de lucros importantes, realizados durante a ditadura militar, às custas do povo brasileiro. Conhecer a História é o primeiro passo a ser dado para evitar a sua repetição.

Conheça os bilionários convidados para “reformar” a educação brasileira de acordo com sua ideologia, por Helena Borges

Em oposição à total surdez para com os estudantes, os parlamentares são todos ouvidos para outro grupo: os representantes de bilionários presidentes de fundações educacionais. Para as audiências públicas que estão por vir foram convidados sete representantes de fundações e institutos empresariais.

Mas, qual o problema em se ter bilionários na mesa de debate? A princípio, nenhum. Na prática, além do fato de que não existe almoço grátis, é necessário observar o tipo de educação que esses grupos vislumbram como o “padrão de qualidade” – lembrando que a própria existência de um “padrão de qualidade”, quando se fala sobre educação, já é algo bastante questionável.

Leia a íntegra no The Intercept.

Dallagnol é um ingrato! Escondeu a Globo!

Dallagnol, o procurador da República das convicções, produziu um powerpoint furibundo, na página 3 da Fel-lha, em forma de texto corrido.

O Conversa Afiada decidiu acompanhá-lo de algumas convicções.

A equipe da Lava Jato formou-se para o combate a crimes financeiros e de lavagem de dinheiro praticados por doleiros como Alberto Youssef. Jamais se imaginou, inicialmente, topar com um esquema de corrupção.

Como diz o professor Moniz Bandeira, foi a CIA, montada na Tríplice Fronteira, entregou à Força Tarefa a ligação do Youssef com a Petrobras. Para destruir o pré-sal. Objetivo atingido, com o desemprego de 40 mil operários metalúrgicos no estado do Rio.

Leia a íntegra no Conversa Afiada.

Moro diz que Brasil pode não sobreviver à delação da Odebrecht

Juiz da Lava Jato teria feito o seguinte comentário a um interlocutor de Brasília, segundo a revista Veja: “Pela extensão da colaboração, haverá turbulência grande. Espero que o Brasil sobreviva”; trechos da delação já incriminaram o ministro das Relações Exteriores, José Serra, que segundo executivos recebeu R$ 23 milhões em propina da empreiteira por meio de uma conta na Suíça, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que teria recebido doações de campanha em troca da participação da construtora nas obras do Rodoanel, em São Paulo

Leia a íntegra no Brasil 247.

Entrevista de Eduardo Cunha (março de 2015) por Antonio Jiménez Barca e Talita Bedinelli

“A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”.
O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirma ser perseguido por estar sendo investigado. Ele diz que a “porteira da corrupção” na Petrobras foi uma mudança de lei feita por FHC.

O peemedebista Eduardo Cunha entra em uma das salas de seu gabinete rodeado por seguranças e assistentes. Na sala de onde despacha, responde aos questionamentos do EL PAÍS entre uma ligação e outra, em meio a diversas trocas de mensagens pelo celular. Ainda que em alguns momentos fale depressa e feche os olhos ao se incomodar com algumas perguntas, aparenta calma, apesar de toda a pressão dos últimos dias.

O presidente da Câmara dos Deputados, que desde que chegou ao comando da Casa, em fevereiro, impôs uma série de derrotas a então aliada Dilma Rousseff (PT), é um dos 54 nomes que serão investigados nos processos relativos à operação Lava Jato.

Leia a íntegra no El País.

Lula aciona delegado que o apontou como “amigo” em planilha da Odebrecht, por André Richter

Advogados do ex-presidente entraram nesta sexta-feira 28 com uma ação de reparação de danos morais contra o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, “em virtude de afirmação ofensiva e mentirosa por ele lançada sobre o nosso cliente em relatório (…) no qual ele não figura como investigado”; para a defesa, o “delegado federal cometeu abuso ao usar de sua função pública para afirmar, sem qualquer prova e, ainda, sem ser a autoridade responsável pela investigação, que Lula seria o ‘amigo’ mencionado em uma suposta planilha que faria referência a supostas vantagens indevidas”; ação pede R$ 100 mil por danos morais

Leia a íntegra no Brasil 247.

Sérgio Moro vira réu em Genebra e risco de prisão de Lula é página virada, por Bajonas Teixeira

Posto sob os holofotes da corte da ONU em Genebra, Sérgio Moro já nem em sonhos se atreverá a prender Lula. Mas, nas últimas duas semanas, começando no dia 13 de outubro, tudo parecia apontar para a prisão do ex-presidente. Videntes até previam o dia e a hora. Desde o início dessa semana, contudo, a situação começou a se reverter com a crise institucional aberta por Renan Calheiros contra a Lava Jato. E anteontem, no dia 26, deu uma virada completa com o anúncio da decisão da ONU.

Os réus, agora em âmbito internacional, passaram a ser o juiz Sérgio Moro e o Judiciário brasileiro. O juiz, se condenado, ganha o estatus de criminoso internacional contra os direitos humanos. Embora internacional, o título soará um pouco diferente do recebido da revista Time nos EUA, que o declarou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Não querendo passar da fama fabricada made in USA diretamente ao vexame, Sérgio Moro ficará cada vez mais prudente.

Leia a íntegra no Cafezinho.

O fenômeno José Serra, por João Filho

O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”

Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.

Leia a íntegra no The Intercept Brasil.

Polícia Federal esconde o nome de José Serra no relatório sobre Marcelo Odebrecht

Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.

Do Estadão: Relatório mostra siglas de Marcelo Odebrecht para políticos

Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações

Por Mateus Coutinho,  Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo

Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.

O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas,  a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

Leia a íntegra no GGN.