Em oposição à total surdez para com os estudantes, os parlamentares são todos ouvidos para outro grupo: os representantes de bilionários presidentes de fundações educacionais. Para as audiências públicas que estão por vir foram convidados sete representantes de fundações e institutos empresariais.
Mas, qual o problema em se ter bilionários na mesa de debate? A princípio, nenhum. Na prática, além do fato de que não existe almoço grátis, é necessário observar o tipo de educação que esses grupos vislumbram como o “padrão de qualidade” – lembrando que a própria existência de um “padrão de qualidade”, quando se fala sobre educação, já é algo bastante questionável.
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Dallagnol é um ingrato! Escondeu a Globo!
Dallagnol, o procurador da República das convicções, produziu um powerpoint furibundo, na página 3 da Fel-lha, em forma de texto corrido.
O Conversa Afiada decidiu acompanhá-lo de algumas convicções.
A equipe da Lava Jato formou-se para o combate a crimes financeiros e de lavagem de dinheiro praticados por doleiros como Alberto Youssef. Jamais se imaginou, inicialmente, topar com um esquema de corrupção.
Como diz o professor Moniz Bandeira, foi a CIA, montada na Tríplice Fronteira, entregou à Força Tarefa a ligação do Youssef com a Petrobras. Para destruir o pré-sal. Objetivo atingido, com o desemprego de 40 mil operários metalúrgicos no estado do Rio.
Itamar Franco revela a farsa de FHC sobre o plano Real, por Mauricio Dias
Na época ficou combinado de usar o Plano Real como estratégia para fazer propaganda política pra Fernando Henrique Cardoso, pois Lula precisava perder as eleições. Foi tudo um jogo, tudo combinado, um teatro, que no final deu certo. FHC foi eleito, Lula perdeu, e o Brasil caiu pra 14o lugar da economia mundial. Patrimônio nacional foi vendido, a divida explodiu com um aumento de 11x e o FMI teve que salvar o Brasil duas vezes. Na época, eu com 11 anos era fã do FHC, pois cai na armação e acreditei na mentira. Fui enganado, pois acreditei mesmo na farsa e acreditava piamente que FHC era um gênio. Isso me levou inclusive a estudar e fazer faculdade de sociologia. Hoje sociólogo, vejo como fui enganado por toda esta tramoia suja. FHC é uma vergonha pro Brasil e pros sociólogos.
Entrevista de Eduardo Cunha (março de 2015) por Antonio Jiménez Barca e Talita Bedinelli
“A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”.
O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirma ser perseguido por estar sendo investigado. Ele diz que a “porteira da corrupção” na Petrobras foi uma mudança de lei feita por FHC.O peemedebista Eduardo Cunha entra em uma das salas de seu gabinete rodeado por seguranças e assistentes. Na sala de onde despacha, responde aos questionamentos do EL PAÍS entre uma ligação e outra, em meio a diversas trocas de mensagens pelo celular. Ainda que em alguns momentos fale depressa e feche os olhos ao se incomodar com algumas perguntas, aparenta calma, apesar de toda a pressão dos últimos dias.
O presidente da Câmara dos Deputados, que desde que chegou ao comando da Casa, em fevereiro, impôs uma série de derrotas a então aliada Dilma Rousseff (PT), é um dos 54 nomes que serão investigados nos processos relativos à operação Lava Jato.
Polícia Federal esconde o nome de José Serra no relatório sobre Marcelo Odebrecht
Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.
Do Estadão: Relatório mostra siglas de Marcelo Odebrecht para políticos
Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações
Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo
Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.
O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas, a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.
