Inundação no Rio Grande do Sul

Choveu 600mm em três dias no Estado do sul do Brasil. O impacto ainda está sendo avaliado, com cidades submersas, estradas interrompidas, muitas vidas perdidas ou completamente remanejadas. Sem alarmismo, a situação é pior do que a epidemia de COVID. Aqui vai minha humilde contribuição para quem é de fora entender um pouco mais do que está acontecendo nesta terra que mora no meu coração :

Explicação sobre a dimensão do impacto da catástrofe ambiental nas cidades gaúchas
Explicação por um meteorologista profissional sobre a crise climática
Fernendo Horta recebe Marco Antonio Trisch Mendonça, detalhando notícias sobre a Enchente.
Nesta conferência sobre geopolítica, Rogério Correia, deputado federal de Minas Gerais, lembra, em meio a outros assuntos, a tragédia de Brumadinho e Mariana, antecedente à enchente atual.
Programa sobre a ação política de combate às consequências deste drama
Programa de debates sobre a situação em 7 de maio de 2024
Relato de Eduardo Bueno – Peninha – jornalista especializado em História do Brasil
Relato emocionado de Fernando Ulrich – sócio da Liberta Investimentos
Visão política supra-partidária de Olívio Dutra, primeiro governador do RS pelo PT
Conversa dominical com Maria do Rosário (PT) sobre reconstrução de Porto Alegre e do RS
Fernando Ulrich apresenta projetos de mitigação a cheias

Atualizarei este artigo com novos tópicos de atualidade conforme as informações forem divulgadas. É um momento de muita emoção em que os gaúchos sentem na pele o drama vivido por outros povos confrontados a grandes catástrofes, seja naturais ou decorrentes a guerras, que acontecem neste exato momento em várias outras partes do mundo. Gaúchos que – até então – se sentiam preservados deste sentimento, pois a região não conhece guerras no seu território desde o século XIX e até então preservada de fenômenos climáticos extremos.

Desejo a todos de ficar bem, agir em sã consciência na medida das suas possibilidades para ajudar os mais necessitados, seja no Rio Grande do Sul ou em outra parte. Se todos fôssemos mais humanos e solidários, as consequências deste e outros eventos seriam muito atenuadas. Este é o grande exemplo que o povo gaúcho está dando, de sua humanidade e solidariedade. Tenho orgulho deste povo.

Concluirei sem bairrismo, pois a situação atual dos gaúchos infelizmente não é ímpar, mas compartilhada por muitos. Assim, deixarei uma homenagem a esse continente invadido, colonizado, explorado, vassalizado, vandalizado mas que ainda assim trabalha duro e de cabeça erguida para construir um futuro melhor e nunca deixa de acolher o forasteiro com orgulho, generosidade e humildade. Deixo assim vocês com esta canção, cantada por Caetano Veloso mas em espanhol, língua dos nossos irmãos:

Quem quiser participar com donativos, aqui vai uma lista não exaustiva de organização confiáveis. O canal de Instagram do tuxodatrip também está fazendo uma cobertura fantástica de quem está precisando de quê, também com informações de utilidade pública. Por final, o site https://www.sos-rs.com/ cadastra abrigos e permite fazer a ponte entre quem quer o doar, o que se está precisando e onde. Muito obrigado a todos por esta onda maravilhosa de solidariedade e generosidade com os gaúchos.

[Atualização de 12 de maio de 2024 06:24 GMT]

Screenshot

[Atualização de 13 de maio de 2024 07:30 GMT] Vídeos do Brasil247 e Fernando Ulrich sobre reconstrução e mitigação das consequências dos próximos eventos climáticos extremos.

[Atualização de 16 de maio de 2024 9:30 GMT] Vídeo da Morgana Secco dando a dimensão do estrago provocado pelas enchentes nas cidades gaúchas e da Hashtag Sal com explicação por um meteorologista profissional.

[Atualização de 23 de maio de 2024 21:48 GMT] Vídeo do Peninha.

[Atualização de 26 de maio de 2024 06:29 GMT]

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Hubert Védrine – Ministre des Affaires étrangères sous Mitterand

Très bon entretien, dense en contenu, traité avec sérieux, comme au bon vieux temps de Thinkerview :

Bon visionnage !

PS : Si vous voulez faire un geste pour la planète, réglez Youtube à la définition la plus basse qui vous convienne, vous économiserez de la bande passante et de l’énergie nécessaire à décoder le flux.

O Estranho sentimento de “nacionalismo e dever” dos militares e policiais brasileiros, por Fernando Horta

É recorrente nas manifestações de policiais e de militares a ideia de “dever” e de “nação”. Na frente da ALERJ, por exemplo, um coronel da PM falava em “manter a ordem” como um “dever” da polícia. Entre os militares não há um momento em que não rendam homenagens à bandeira, todos os dias inclusive. O estranho disto é que ambas as ideias (“dever” e “nação”) são sempre elitizadas, seccionadas de forma que se perguntarmos “dever para com o quê?” ou “nação para quem?” as máscaras caem.

Parece-me estranho falar em “dever” para com a “lei” e chacinar populações pobres enquanto espancam estudantes. Parece-me muito estranho “dever com a lei” quando mata criança ligada ao tráfico mas recebe arrego em dinheiro seja do mesmo tráfico ou de outros meios ilícitos. A “lei” e o “dever”, portanto, são sempre dobradas aos interesses privados e muitas vezes próprios.

Entre os militares é pior. Batem continência a um pano bordado, ouvem com garbo notas arranjadas ainda nos séculos passados, e se convencem que, por alguma mágica, isto é ser brasileiro. Ao mesmo tempo, “monitoram” movimentos estudantis, dão proteção a instituições e pessoas que entregam o patrimônio nacional, que destroem os projetos de segurança nacional e colocam nosso povo passando fome, sem atendimento médico. Parece-me estranho falar em “Brasil” como algo etéreo, um certo encadeamento de cores enquanto nossos conterrâneos passam fome para que alguns tenham apartamentos na Barra.

Novamente o que se vê é um “nacionalismo” de ocasião, que no fundo é um desculpa esfarrapada para manter privilégios. Se bem que se olharmos com cuidado a bandeira brasileira ela espelha estes privilégios. Quem está no círculo azul está bem distante da maioria verde, cada cor restrita no seu espaço e um mandamento claro e criminoso no meio. Que aprendam seus espaços e que se contenham em suas formas. Esta é a “missão”.

Nas novas mudanças das PEC’s e projetos, o Brasil fracionado aparece. Militares bradam que “todos temos que ser brasileiros” mas as reformas da previdência não atingirão legislativo, judiciário nem as forças armadas. Justo eles que representam mais de 65% do déficit desta mesma previdência. Não é brasileiro quem veste verde amarelo e canta um hino descolado de qualquer ideia de povo. Não é brasileiro que defende uma lei injusta e sectária matando os menos favorecidos. Aliás, não são brasileiros, mas são covardes. Usam o que o país todo lhes deu contra os menos favorecidos. E se enganam achando que isto é “dever” ou “nacionalismo”. São os primeiros a sustentar privilégios e para isto matam, espancam, pressionam e ameaçam.

Noutros tempos, instituições que usavam a violência para manter seus privilégios e enriquecer eram chamadas de “máfias”. E pensando bem é isto que o Brasil tem, máfias fardadas que cantam hinos e matam todos que dela discordam. E têm a petulância de dizer que fazem isto “pelo país”. Têm a petulância de gritarem “Salve o Brasil!”. Não salvam ninguém, e apenas saúdam-se a si próprios.

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Violences policières : un procès qui tombe mal

Documentário enaltece a luta das meninas nas ocupações em SP

Em novembro de 2015, a Escola Estadual Diadema, localizada na região metropolitana de São Paulo, se tornou a primeira escola a ser ocupada por estudantes na luta contra a reorganização escolar apresentada pelo governador Geraldo Alckmin.

A ocupação em Diadema desencadeou um movimento secundarista que foi às ruas de São Paulo e mobilizou estudantes em 200 ocupações espalhadas em todo o estado. Eles protestavam contra a reestruturação que previa o fechamento de escolas e afetaria mais de 300 mil alunos.

Em novembro de 2016, um ano após a data que marcou o início da resistência, o documentário “Lute como uma menina!” é lançado no YouTube. A produção traz a história de luta durante as ocupações sob a perspectiva das garotas que participaram do movimento.

Leia mais no Catraca Livre.

Sobre o Ativismo, fragmento de Rebel without a pause, 2003, por Noam Chowsky

Linguista, intelectual e ativista, Noam Chomsky discute e reflete sobre o estado dos eventos mundiais incluindo a guerra no Iraque, 11 de setembro, guerra ao terrorismo, manipulação e controle da mídia, ativismo social, medo e política estrangeira americana em grandes fóruns e pequenas discussões interativas com outros intelectuais, ativistas, fãs, estudantes e críticos. A entrevistadora é a Dr. Carol Chomsky, esposa e diretora de Noam, que reflete sobre o que guia Noam e como é viver com ele.

Página IMDB do filme Rebel without a pause (em inglês).

Leia mais sobre Noam Chomsky na Wikipédia.