Conheça os bilionários convidados para “reformar” a educação brasileira de acordo com sua ideologia, por Helena Borges

Em oposição à total surdez para com os estudantes, os parlamentares são todos ouvidos para outro grupo: os representantes de bilionários presidentes de fundações educacionais. Para as audiências públicas que estão por vir foram convidados sete representantes de fundações e institutos empresariais.

Mas, qual o problema em se ter bilionários na mesa de debate? A princípio, nenhum. Na prática, além do fato de que não existe almoço grátis, é necessário observar o tipo de educação que esses grupos vislumbram como o “padrão de qualidade” – lembrando que a própria existência de um “padrão de qualidade”, quando se fala sobre educação, já é algo bastante questionável.

Leia a íntegra no The Intercept.

Como ocorreu a crise financeira americana

Não é o escopo deste artigo fazer digressões sobre como o governo americano e seu Banco Central deveriam ter atuado durante a crise.  Crises bancárias é um assunto vasto e complexo, e merece um artigo à parte (um esboço pode ser visto aqui e um mais completo aqui).  Tampouco houve o intuito de fazer algum juízo de valor.  A única intenção foi mostrar, sem ideologias ou partidarismos, como realmente se desenrolou todo o processo que levou à formação de uma bolha imobiliária, como se deu seu estouro e como isso afetou todo o sistema bancário.

De posse de todas as informações aqui contidas, o leitor deve se fazer as três seguintes perguntas:

1) Todo este arranjo apresentado configura um sistema totalmente desregulamentado, um genuíno laissez-faire, ou, ao contrário, representa um sistema fortemente intervencionista, no qual políticos, burocratas e reguladores determinavam regras e agitavam em prol de suas conveniências?

2) Um sistema bancário que goza de uma garantia implícita dada pelo governo — de que haverá socorro caso as coisas deem erradas — tende a apresentar comportamentos mais temerários ou mais prudentes?

3) Sem um Banco Central criando dinheiro e permitindo aos bancos manterem suas expansões creditícias de modo crescente, será que tudo isso teria sido possível?

As respostas a estas perguntas têm de estar claras antes de se iniciar qualquer debate a respeito da crise.

Leia a íntegra no Mises Brasil.

Não dá para entender estes reacionários, por Fernando Horta

Reclamavam porque não tinha educação, agora tem estudante 24 horas nas escolas. Eles são contra.
Reclamavam porque o “povo” não se levantava contra o governo. Agora se levantam. Eles são contra.
Reclamavam porque o “nível de politização era baixo”. Agora os estudantes mostram que é altíssimo. Eles são contra.
Reclamavam porque na escola “tinha partido”. Agora estudantes fazem movimento apartidário. Eles são contra.

Antes o governo não ouvir os protestos era um absurdo. Agora é bom.
Antes o dólar alto era inaceitável. Agora tá ótimo.
Antes a ameaça da gasolina subir era o inferno no país. Agora tá tudo bem.
Antes corrupto solto era inaceitável, agora temos que investigar para não cometer injustiça.
Antes sonegador trazer dinheiro para o Brasil era conchavo com o governo. Agora é bom para fazer caixa.
Antes a inflação fora da meta era prova de incompetência, agora tá tudo dentro do aceitável.
Antes o desemprego era “o golpe contra o povo”, agora é medida de ajuste da economia.
Antes o SUS não atender TODOS os pobres era suprema canalhice do PT. Agora a PEC 241 tirar direito universal à saúde é algo importante.

Vemos que era tudo desfaçatez para encobrir que eles sempre foram contra o governo que trabalhava para diminuir a desigualdade. todo o resto é mentira.

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