Tivemos que ocupar para sermos ouvidos, diz símbolo das ocupações no PR, por Ana Carla Bermúdez

A universitária também defendeu um ensino médio com suporte de professores e psicólogos para que os alunos descubram seus talentos. « Hoje a gente não recebe essa atenção, estamos lá simplesmente para assistir às aulas. Não temos alguém que sente com a gente e nos ajude a ver no que somos bons ».

Sobre o atual sistema de avaliação, os participantes foram unânimes ao criticar a supervalorização das provas no lugar dos alunos.

Para as alunas, o ensino médio ideal seria aquele em que o professor acompanharia os alunos ao longo dos bimestres, avaliando a interação dos alunos e o quanto eles conseguiram aplicar o conteúdo passado na própria vida.

Leia a íntegra no UOL.

Na ONU, Ana Júlia será porta-voz das escolas ocupadas, por Esmael Moraes

A secundarista que se tornou a voz dos estudantes que ocupam as escolas e universidades do país tem nova missão. Depois de falar para os deputados da Assembléia Legislativa do Paraná, Ana Júlia agora irá à ONU fazer denúncias contra as milícias fascistas de Beto Richa no Paraná.

Na segunda-feira, dia 31, ela falará na Comissão de Direitos Humanos do Senado e da Câmara, no MPF e em agências internacionais como UNICEF ligada à ONU. A adolescente será a porta-voz das ocupações que estão sendo ameaçadas por milícias fascistas do MBL com apoio do tucano Richa.

Leia a íntegra no Jornal GGN.

Conheça a aluna que discursou na Assembléia Legislativa em defesa da ocupação das escolas

Do alto de seus 16 anos, a estudante Ana Júlia Ribeiro ainda tenta entender a guinada que sua vida deu em menos de 24 horas. Na quarta-feira (26), a jovem miúda e de olhos brilhantes não se intimidou diante dos deputados e, em plena Assembleia Legislativa do Paraná, fez um pronunciamento emocionado em que defendeu as ocupações dos colégios estaduais. O discurso viralizou na internet, trazendo os holofotes sobre a si e sobre o movimento estudantil. Ainda impressionada com a repercussão, Ana Júlia parece longe de reivindicar qualquer status de destaque ou de liderança. Afirma que quer apenas dar voz aos discentes. A repercussão do discurso rendeu até uma ligação do ex-presidente Lula. A jovem agradeceu o apoio, mas não quer que sua fala seja vinculada a partidos políticos.

“Eu estou orgulhosa de saber que os estudantes se sentiram representados”, disse. “Não, pelo amor de Deus, não quero ser líder de nada. Temos que ir com calma. A pauta, o movimento é muito mais importante”, acrescentou.

Leia a íntegra na Gazeta do povo.

Ana Júlia Pires Ribeiro dá uma aula de cidadania na assembleia do Paraná

Em seu discurso, Ana Júlia Pires Ribeiro, 16 anos, estudante do Colégio Estadual Senador Manoel de Alencar Guimarães, reconheceu a necessidade de reforma do sistema educacional, mas afirmou que a Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional tem falhas. A aluna agradeceu a oportunidade de apresentar a opinião do movimento. “Foi um grande privilégio poder estar aqui representando o movimento estudantil. Eu gostei de a gente também conseguir expor o nosso lado”. Ana Júlia também falou sobre a violência no ambiente escolar. “É uma coisa rotineira. Todos os dias a gente tem essa preocupação com os estudantes, que por algum motivo estão envolvidos em alguma coisa desse jeito. Não é algo com que o movimento tenha alguma relação. Infelizmente, o caso do aluno assassinado dentro de um colégio não vai ser o último”.

Confira a intervenção de Ana Júlia:

Leia a íntegra no site da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná