Pronunciamentos de Gleisi Hoffmann sobre a economia, corte de gastos, golpe e eleição direta de FHC em 2017

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) coloca o ponto nos « i »s quanto ao da dívida pública, esclarecendo fatos sobre a economia, corte de gastos, previsão de saída de Michel Temer da presidência para a eleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC) em 2017. Confira dois de seus pronunciamentos:

Escola sem partido? por Magda Becker Soares

Discutir uma escola sem partido convoca evidenciar sua impossibilidade, e não só porque é mais uma tentativa de censura — neste caso, felizmente, das mais ineficazes, porque pretende calar aqueles cuja função, por atribuição da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, é formar crianças e jovens para a cidadania, de que são princípios fundamentais a liberdade de expressão e o desenvolvimento da criticidade; é uma impossibilidade (uma ingenuidade?) porque se constrói sobre pressupostos que não se sustentam.

(…)

Por outro lado, se sem partido se refere a posicionamentos pessoais de professores — sociais, políticos, morais, religiosos (ideológicos?) — a falácia está em supor que o ser humano é capaz de se manter “neutro” em suas interações, sejam sociais, sejam, como pretende a escola sem partido, pedagógicas. A proibição de “doutrinação” comete o equívoco de julgar que as convicções de um ser humano, neste caso o professor, só se manifestam pela palavra: supõe-se que, proibindo a palavra, fica proibida a “doutrinação”. Um equívoco, porque não são só as palavras que expressam convicções, mas o ser humano como um todo, que, ainda que tenha a palavra proibida, revela-se por seu modo de agir, de decidir, por seus comportamentos; pode-se até tentar calar o professor, mas não se calam as mensagens que ele comunica por meios não verbais, mesmo se tenta “censurar-se”. Impossível.

Leia a íntegra no Medium.

Diálogo de delegacia, por Fernando Horta

– Doutor Delegado, eu fui estuprada.

– Vamos com calma, como é seu nome?

– República Federativa do Brasil.

– Muito bem, e o que exatamente ocorreu?

– Eu fui estuprada, dentro da minha própria casa…

– Como assim estuprada? Você não casou com ele? Ele não era vice por votação?

– Era… mas ele não podia fazer isso…

– Minha senhora, é claro que ele podia, está na constituição.

– Mas a constituição exige consentimento e o que houve foi violência…

– Violência segundo quem? Ao que me parece a senhora até estava gostando por uns 13 anos…

– Não! Ocorriam apenas pequenos abusos, mas era por um bem maior… um juiz entenderá…

– República Federativa do Brasil, né? É este seu nome?

– É sim…

– Pois veja… alguns dizem até que seu nome é « Estados Unidos do Brasil », você claramente gostava.

– Não… veja estou toda ensanguentada…

– Minha senhora, isto aí é fruto de suas atividades nada cristãs…

– Mas eu tenho direitos… por favor… eu preciso.

– Veja, a senhora até pode registrar ocorrência, vai para o STF e nada vai acontecer. Digo isto como seu amigo. Acho melhor você ir para casa e conversar com ele, porque ele lhe ama e só quer o seu bem…

– Não… ele continua me machucando… me agredindo sem nenhum consentimento…

– Minha senhora, Brasil, né? Minha senhora, vou lhe dizer de novo, vá para casa e converse com ele. É para seu bem e nos deixe trabalhar… temos coisas sérias a fazer…

Oliveira!!! reúne o pessoal, precisamos bater naqueles estudantes lá… o juiz já liberou? Já?! OK, então vamos.
Madame, pode ir. Passar bem…

(O Brasil foi estuprado. E as mulheres que já passaram por isto sabem exatamente a sensação de desamparo que é dada pelas « autoridades ». Foi exatamente o que aconteceu… E ainda falam que não somos machistas)

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Jornais brasileiros vão à Justiça contra versões nacionais de sites estrangeiros

Estamos incomodando!

« (…) As notícias produzidas pelo jornal americano, disponibilizadas por meio da referida parceria, passam pelo crivo editorial da empresa jornalística brasileira, que decide se elas são relevantes, ou não, para o público brasileiro, sem interferir em seu conteúdo », defendeu.

Essas belas palavras são para dizer: « O que pensam os estrangeiros deve passar por uma comissão de CENSURA ». Ué, mas e cadê aquela máxima do liberalismo de que o Estado não deve intervir no mercado? Ah, era pura hipocrisia para pobre votar na direita achando que podia almejar liberdade? Sério? Puts!

No entanto, o parágrafo 3º do artigo 222 da Constituição Federal, originado pela Emenda Constitucional 36/2002, definiu que os meios eletrônicos de comunicação social, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, devem ser regidos por lei específica, que observe os princípios enunciados no artigo 221 da Carta Magna.

Leia a íntegra na Rede Brasil Atual.

Em Harvard, Ciro Gomes denuncia o Golpe parlamentar no Brasil

Discurso de Ciro Gomes em Harvard, denunciando o golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita Dilma Roussef, de forma legal mas imoral. Vale a pena escutar os diversos argumentos muito interessantes apresentados pelo pré-candidato à presidência em 2018.

Itamar Franco revela a farsa de FHC sobre o plano Real, por Mauricio Dias

Na época ficou combinado de usar o Plano Real como estratégia para fazer propaganda política pra Fernando Henrique Cardoso, pois Lula precisava perder as eleições. Foi tudo um jogo, tudo combinado, um teatro, que no final deu certo. FHC foi eleito, Lula perdeu, e o Brasil caiu pra 14o lugar da economia mundial. Patrimônio nacional foi vendido, a divida explodiu com um aumento de 11x e o FMI teve que salvar o Brasil duas vezes. Na época, eu com 11 anos era fã do FHC, pois cai na armação e acreditei na mentira. Fui enganado, pois acreditei mesmo na farsa e acreditava piamente que FHC era um gênio. Isso me levou inclusive a estudar e fazer faculdade de sociologia. Hoje sociólogo, vejo como fui enganado por toda esta tramoia suja. FHC é uma vergonha pro Brasil e pros sociólogos.

Leia a íntegra na Carta Capital.

Quando STF elimina direito de greve de servidores, passou da hora de repensá-lo

Algum limite tem que ser pensado pela sociedade civil – esqueça as instituições – a uma corte que toda semana resolve mexer na Constituição para eliminar um direito da população. Nesta última de outubro, a aposentadoria e o direito de greve de servidores públicos – estes mesmos, na base da pirâmide, esquecidos pelos burocratas que usufruem de todos os privilégios lá do alto – foram as mais recentes vítimas.

A decisão vem após o anúncio de apoio à PEC 241 pela Presidente da Corte Min. Cármen Lúcia, a pior à frente do cargo que me lembro. Vem depois da intragável sessão que eliminou a presunção de inocência, inesquecível para quem cultiva o mínimo do mínimo de compromisso com a Constituição Federal.

Essa onda reacionária que tomou o Judiciário parece que não ter hora para acabar. Enquanto se acotovelam atrás de flashes da mídia e frases “contra a corrupção”, “contra a impunidade”, os ministros decidiram descontar o salário do servidor em greve sem que seja necessária decisão judicial nesse sentido.

Leia a íntegra no Justificando.