Trump não é escória, por Tarso Genro

Ambos, penso eu, são sínteses de memórias – em escala nacional americana-  de saídas que já se apresentaram em distintos momentos de crise aguda do sistema do capital. E o fizeram, tanto no  espaço aberto pelas repúblicas democráticas, como nos sistemas mais fechados de distintos estados autoritários, apresentando saídas mais, ou menos convenientes, para os grupos sociais que pretendem representar. Ambas as saídas podem integrar aquilo  que Marx chamou de “pulmão” do sistema, que se depura e se renova – por dentro do seu corpo gigantesco – mantendo o seu organismo vivo e viril. Mas não são saídas idênticas, nem tem os mesmo efeitos sobre a vida real das famílias, sobre as quais os seus programas incidem. São saídas que enfrentam de forma distinta as barbáries do presente, que vão ter incidência – já como conteúdo –  na vida atual e real das pessoas de forma mais amena e inclusiva, ou mais grave e excludente.

Leia a íntegra no Sul21.

Hillary Clinton FBI indictment ‘likely’, claims Fox News

Como ocorreu a crise financeira americana

Não é o escopo deste artigo fazer digressões sobre como o governo americano e seu Banco Central deveriam ter atuado durante a crise.  Crises bancárias é um assunto vasto e complexo, e merece um artigo à parte (um esboço pode ser visto aqui e um mais completo aqui).  Tampouco houve o intuito de fazer algum juízo de valor.  A única intenção foi mostrar, sem ideologias ou partidarismos, como realmente se desenrolou todo o processo que levou à formação de uma bolha imobiliária, como se deu seu estouro e como isso afetou todo o sistema bancário.

De posse de todas as informações aqui contidas, o leitor deve se fazer as três seguintes perguntas:

1) Todo este arranjo apresentado configura um sistema totalmente desregulamentado, um genuíno laissez-faire, ou, ao contrário, representa um sistema fortemente intervencionista, no qual políticos, burocratas e reguladores determinavam regras e agitavam em prol de suas conveniências?

2) Um sistema bancário que goza de uma garantia implícita dada pelo governo — de que haverá socorro caso as coisas deem erradas — tende a apresentar comportamentos mais temerários ou mais prudentes?

3) Sem um Banco Central criando dinheiro e permitindo aos bancos manterem suas expansões creditícias de modo crescente, será que tudo isso teria sido possível?

As respostas a estas perguntas têm de estar claras antes de se iniciar qualquer debate a respeito da crise.

Leia a íntegra no Mises Brasil.