A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) coloca o ponto nos « i »s quanto ao da dívida pública, esclarecendo fatos sobre a economia, corte de gastos, previsão de saída de Michel Temer da presidência para a eleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC) em 2017. Confira dois de seus pronunciamentos:
Étiquette : Fernando Henrique Cardoso (FHC)
Itamar Franco revela a farsa de FHC sobre o plano Real, por Mauricio Dias
Na época ficou combinado de usar o Plano Real como estratégia para fazer propaganda política pra Fernando Henrique Cardoso, pois Lula precisava perder as eleições. Foi tudo um jogo, tudo combinado, um teatro, que no final deu certo. FHC foi eleito, Lula perdeu, e o Brasil caiu pra 14o lugar da economia mundial. Patrimônio nacional foi vendido, a divida explodiu com um aumento de 11x e o FMI teve que salvar o Brasil duas vezes. Na época, eu com 11 anos era fã do FHC, pois cai na armação e acreditei na mentira. Fui enganado, pois acreditei mesmo na farsa e acreditava piamente que FHC era um gênio. Isso me levou inclusive a estudar e fazer faculdade de sociologia. Hoje sociólogo, vejo como fui enganado por toda esta tramoia suja. FHC é uma vergonha pro Brasil e pros sociólogos.
Entrevista de Eduardo Cunha (março de 2015) por Antonio Jiménez Barca e Talita Bedinelli
“A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”.
O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirma ser perseguido por estar sendo investigado. Ele diz que a « porteira da corrupção » na Petrobras foi uma mudança de lei feita por FHC.O peemedebista Eduardo Cunha entra em uma das salas de seu gabinete rodeado por seguranças e assistentes. Na sala de onde despacha, responde aos questionamentos do EL PAÍS entre uma ligação e outra, em meio a diversas trocas de mensagens pelo celular. Ainda que em alguns momentos fale depressa e feche os olhos ao se incomodar com algumas perguntas, aparenta calma, apesar de toda a pressão dos últimos dias.
O presidente da Câmara dos Deputados, que desde que chegou ao comando da Casa, em fevereiro, impôs uma série de derrotas a então aliada Dilma Rousseff (PT), é um dos 54 nomes que serão investigados nos processos relativos à operação Lava Jato.
O fenômeno José Serra, por João Filho
O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”.
Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.
