O jeito que as pessoas se vestem é outro. A maneira de andar, os sapatos (ou a falta deles), as músicas que escutam sem fone no ônibus, as gírias, o sotaque e, arrisco dizer, até a forma de olhar. Tem um bocado de coisa diferente. O cheiro da praia. O silêncio porque ninguém tá gritando “bixcoito globo” ou “olha o queijo coalho” enquanto a gente toma sol. E a falta que faz uma água de coco gelada.
Muita coisa muda. Mudam as pessoas com as quais você vai esbarrando e, aos poucos, começa a chamar de amigas. As comidas que você come, as bebibas com as quais gosta de encher a cara e os tipos de lugares que você frequenta. Até as coisas nas quais você sempre acreditou – ou aquelas tantas em que você nunca quis acreditar.
Quando chega a hora de voar e a gente voa, não é só o endereço que deixa de ser o mesmo.
