A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) coloca o ponto nos “i”s quanto ao da dívida pública, esclarecendo fatos sobre a economia, corte de gastos, previsão de saída de Michel Temer da presidência para a eleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC) em 2017. Confira dois de seus pronunciamentos:
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PEC 55 não mexe nas verbas bilionárias para mídia e nos trilhões para banqueiros
Enquanto a mídia faz a festa com o trem da alegria de aumentos de verba pública de até 3000%, como a Editora Caras ligada a VEJA (Leia), Temer prega um discurso de “cortes” mesmo com o aumento que o mesmo deu para a Justiça sem vetos esse ano (Leia) e sem mexer nos salários e benefícios de parlamentares, juízes, quem irá pagar a conta é o povo e principalmente sem Temer mexer nos 950 bilhões pagos em juros da dívida para banqueiros todos os anos, quem será sacrificado será o povo, a previdência, saúde e educação.
Como ocorreu a crise financeira americana
Não é o escopo deste artigo fazer digressões sobre como o governo americano e seu Banco Central deveriam ter atuado durante a crise. Crises bancárias é um assunto vasto e complexo, e merece um artigo à parte (um esboço pode ser visto aqui e um mais completo aqui). Tampouco houve o intuito de fazer algum juízo de valor. A única intenção foi mostrar, sem ideologias ou partidarismos, como realmente se desenrolou todo o processo que levou à formação de uma bolha imobiliária, como se deu seu estouro e como isso afetou todo o sistema bancário.
De posse de todas as informações aqui contidas, o leitor deve se fazer as três seguintes perguntas:
1) Todo este arranjo apresentado configura um sistema totalmente desregulamentado, um genuíno laissez-faire, ou, ao contrário, representa um sistema fortemente intervencionista, no qual políticos, burocratas e reguladores determinavam regras e agitavam em prol de suas conveniências?
2) Um sistema bancário que goza de uma garantia implícita dada pelo governo — de que haverá socorro caso as coisas deem erradas — tende a apresentar comportamentos mais temerários ou mais prudentes?
3) Sem um Banco Central criando dinheiro e permitindo aos bancos manterem suas expansões creditícias de modo crescente, será que tudo isso teria sido possível?
As respostas a estas perguntas têm de estar claras antes de se iniciar qualquer debate a respeito da crise.
O que vem a ser um pobre de direita?
A Ana Roxo fez uma excelente definição do que vem a ser um pobre de direita:
Para concluir, deixamos a palavra com o Professor Clóvis de Barros Filho, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Ele dá uma aula sobre o conceito, de forma mais acadêmica, explicando o conceito de Ideologia, dominação de classe e hegemonia burguesa, a partir de Marx:
E para descontrair um pouco:
