Mês: novembro 2016
La méditation, un exercice spirituel et pas un simple remède au stress, par Inès Weber
Conheça os bilionários convidados para “reformar” a educação brasileira de acordo com sua ideologia, por Helena Borges
Em oposição à total surdez para com os estudantes, os parlamentares são todos ouvidos para outro grupo: os representantes de bilionários presidentes de fundações educacionais. Para as audiências públicas que estão por vir foram convidados sete representantes de fundações e institutos empresariais.
Mas, qual o problema em se ter bilionários na mesa de debate? A princípio, nenhum. Na prática, além do fato de que não existe almoço grátis, é necessário observar o tipo de educação que esses grupos vislumbram como o “padrão de qualidade” – lembrando que a própria existência de um “padrão de qualidade”, quando se fala sobre educação, já é algo bastante questionável.
Escola sem partido? por Magda Becker Soares
Discutir uma escola sem partido convoca evidenciar sua impossibilidade, e não só porque é mais uma tentativa de censura — neste caso, felizmente, das mais ineficazes, porque pretende calar aqueles cuja função, por atribuição da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, é formar crianças e jovens para a cidadania, de que são princípios fundamentais a liberdade de expressão e o desenvolvimento da criticidade; é uma impossibilidade (uma ingenuidade?) porque se constrói sobre pressupostos que não se sustentam.
(…)
Por outro lado, se sem partido se refere a posicionamentos pessoais de professores — sociais, políticos, morais, religiosos (ideológicos?) — a falácia está em supor que o ser humano é capaz de se manter “neutro” em suas interações, sejam sociais, sejam, como pretende a escola sem partido, pedagógicas. A proibição de “doutrinação” comete o equívoco de julgar que as convicções de um ser humano, neste caso o professor, só se manifestam pela palavra: supõe-se que, proibindo a palavra, fica proibida a “doutrinação”. Um equívoco, porque não são só as palavras que expressam convicções, mas o ser humano como um todo, que, ainda que tenha a palavra proibida, revela-se por seu modo de agir, de decidir, por seus comportamentos; pode-se até tentar calar o professor, mas não se calam as mensagens que ele comunica por meios não verbais, mesmo se tenta “censurar-se”. Impossível.
Discutindo pelada com Léon, por Fernando Horta
Leon é um amigo que tenho que diz que “juga en el time del grande Francisco I”, e eu não sei se ele se refere ao comunismo do papa, ao fato de ser católico ou se León também torce para o San Lorenzo.
– Oi León, como estás?
– Fernando querido! Bueníssimo hablar con vos…
– Pois é León… Que mundo louco é este?
– Donde, Fernando? Que está pasando?
– León, por favor, em que mundo estás?
– Mas que pasa, Fernando? Por favor, no me ponga en desespiero así…
– Caramba León… Trump, Theresa May, Macri e Temer, com Sara Palin, Le Pen, Bolsonaro e Klitschko na reserva.
– Hummm una equipa buena pero más floja que Hitler, Mussolini, Franco e Salazar con Pinochet, Videla, Reagan y Thatcher por la derecha.
– Pombas León… O mundo está ladeira abaixo…
– No Fernando, por favor. És historiador, doctor en história… No hable tonterias así… El mondo está la mierda que siempre fue. Ahora con mas luces… Solo.
– Mas, León… Não estás vendo a catástrofe?
– Sí, lo a estoy intentando compreender desde que el desgraciado James Watt creo la máquina a vapor. La catástrofe se llama capitalismo.
– Mas León … Por fav (fui interrompido)
– Fernando, dejame contar a vos una cosa. Si hay 10 panes para dividir por entre 3 personas, todas comerán un pane, hablarán de como lo todo está bien. Guardarán los otros dos panes cada y con mucho amor y senso de coletividad usarán el otro pan para hacer un mundo mejor.
Si hay cinco panes para dividir por entre las mismas 3 personas, dos de estas três se reunirán diciendo que lo tercero no se esfuerza lo suficiente, o que és negro, gitano, judio o tiene un nariz mui lago. Los dividirán los dos panes, expulsarán lo tercero estranjero e comentarán como el mundo está peligroso, y como era bueno antigamente. Lo pan que ha sobrado los dos pagarán al trabajo de uno otro para afastar e espancar lo tercero peligroso.
Asi, siempre lo fue.E desligou o telefone. Fui olhar quantos pães eu tinha em casa. Contei duas vezes e comecei a me preocupar.
Music of the day
Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão…
Pode chegar
Que a casa é grande
E é toda nossa
Vamos limpar o salão
Para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia
Da nossa evolução
Da unidade vai nascer
A nova idade
Da unidade vai nascer
A novidade…
E é prá chegar
Sabendo que a gente tem
O sol na mão
E o brilho das pessoas
É bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã…
Não vamos deixar
Ninguém atrapalhar
A nossa passagem
Não vamos deixar ninguém
Chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa
E vamos ganhar
Não vamos deixar
Uns e outros melar…
Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispersar
(O Homem Falou)…
Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispersar
(O Homem Falou)…
Music of the day
A (des)igualdade social, por José Mujica
José Mujica aborda a desigualdade social na América Latina, cita manifesto da Revolução Francesa e fala em descrença na democracia.
O sistema está ruindo.
