Como ocorreu a crise financeira americana

Não é o escopo deste artigo fazer digressões sobre como o governo americano e seu Banco Central deveriam ter atuado durante a crise.  Crises bancárias é um assunto vasto e complexo, e merece um artigo à parte (um esboço pode ser visto aqui e um mais completo aqui).  Tampouco houve o intuito de fazer algum juízo de valor.  A única intenção foi mostrar, sem ideologias ou partidarismos, como realmente se desenrolou todo o processo que levou à formação de uma bolha imobiliária, como se deu seu estouro e como isso afetou todo o sistema bancário.

De posse de todas as informações aqui contidas, o leitor deve se fazer as três seguintes perguntas:

1) Todo este arranjo apresentado configura um sistema totalmente desregulamentado, um genuíno laissez-faire, ou, ao contrário, representa um sistema fortemente intervencionista, no qual políticos, burocratas e reguladores determinavam regras e agitavam em prol de suas conveniências?

2) Um sistema bancário que goza de uma garantia implícita dada pelo governo — de que haverá socorro caso as coisas deem erradas — tende a apresentar comportamentos mais temerários ou mais prudentes?

3) Sem um Banco Central criando dinheiro e permitindo aos bancos manterem suas expansões creditícias de modo crescente, será que tudo isso teria sido possível?

As respostas a estas perguntas têm de estar claras antes de se iniciar qualquer debate a respeito da crise.

Leia a íntegra no Mises Brasil.

Não dá para entender estes reacionários, por Fernando Horta

Reclamavam porque não tinha educação, agora tem estudante 24 horas nas escolas. Eles são contra.
Reclamavam porque o “povo” não se levantava contra o governo. Agora se levantam. Eles são contra.
Reclamavam porque o “nível de politização era baixo”. Agora os estudantes mostram que é altíssimo. Eles são contra.
Reclamavam porque na escola “tinha partido”. Agora estudantes fazem movimento apartidário. Eles são contra.

Antes o governo não ouvir os protestos era um absurdo. Agora é bom.
Antes o dólar alto era inaceitável. Agora tá ótimo.
Antes a ameaça da gasolina subir era o inferno no país. Agora tá tudo bem.
Antes corrupto solto era inaceitável, agora temos que investigar para não cometer injustiça.
Antes sonegador trazer dinheiro para o Brasil era conchavo com o governo. Agora é bom para fazer caixa.
Antes a inflação fora da meta era prova de incompetência, agora tá tudo dentro do aceitável.
Antes o desemprego era “o golpe contra o povo”, agora é medida de ajuste da economia.
Antes o SUS não atender TODOS os pobres era suprema canalhice do PT. Agora a PEC 241 tirar direito universal à saúde é algo importante.

Vemos que era tudo desfaçatez para encobrir que eles sempre foram contra o governo que trabalhava para diminuir a desigualdade. todo o resto é mentira.

Siga Fernando Horta no Facebook.

Quando trabalhar no McDonald’s e no Walmart não te garante um teto

Ao encontro com este jornal, no centro de Manhattan, ela chega atrasada e inquieta. Ao trabalho também chegará alguns minutos depois da hora marcada. Os atrasos se sucedem e se retroalimentam. Como nesse dia ela faz o turno das 15h, provavelmente só voltará para casa depois das 22h e isso, aos 27 anos, é dito a ela como sendo uma falha. Não porque viva no seio de uma família rígida, mas porque essa é a hora limite de chegada ao albergue para indigentes no qual dorme quando sai do trabalho no McDonald’s. Pelo menos esse dia é sábado e ela não tem que organizar para levar e buscar na escola as crianças de oito, sete e quatro anos. Lá também costumam repreendê-la por seus atrasos.

A vida de Y., como pede para ser identificada, não é uma raridade: um terço das famílias que dormem nos centros para desabrigados da cidade é chefiada por uma pessoa com emprego. Mas em Nova York trabalhar já não significa ganhar a vida. Nos Estados Unidos como um todo, tampouco: 6 em cada 10 famílias que estão abaixo da linha de pobreza em todo o país têm pelo menos um de seus membros empregados, de acordo com o Instituto de Política Fiscal.

Mas realmente, devemos seguir o capitalismo selvagem dos americanos pois ele deu certo (para 0,1% da população)!

Leia a íntegra no El País.

Juiz autoriza tortura para desocupação de colégio no Distrito Federal

O Juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal determinou no último domingo, 30, que a polícia militar promova a desocupação  do Centro de Ensino Asa Branca de Taguatinga, com métodos torturantes frente aos estudantes.

Na decisão, o juiz autorizou que a polícia:

a) suspenda o fornecimento de água, energia e gás;

b) suspenda o acesso de terceiros, em especial parentes e conhecidos ao local;

c) suspenda o acesso de alimentos ao local;

d) use instrumentos sonoros contínuos voltados para os estudantes;

O isolamento físico e privação de sono estão entre técnicas de tortura autorizadas pela agência de inteligência (CIA) para combater o terrorismo após setembro de 2011. Como explica o colunista e Procurador do Estado, Márcio Sotelo Felippe – “uso de sons para infligir sofrimento a uma pessoa, privando-a do sono, é conhecida e antiga técnica de tortura”.

Leia a íntegra no Justificando.

Estudantes ocupam mais prédios da UFRGS em Porto Alegre, por Marcelo Kervalt

Alunos dos Institutos de Letras e Pscicologia e das Faculdades de Educação (Faced) e Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) passaram a noite na universidade

Pelo menos seis prédios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão ocupados por estudantes em protesto contra a PEC-241 (que no Senado passou a tramitar como PEC-55), o projeto Escola Sem Partido e a reforma do Ensino Médio. Na segunda-feira, alunos das faculdades de Educação, Arquitetura e Urbanismo, Design de Produtos, Design Visual, Filosofia, Ciências Humanas, Psicologia, Biblioteconomia e Comunicação decidiram aderir à mobilização iniciada na última quarta-feira, no Instituto de Letras.

Leia a íntegra na Zero Hora.

Colaboramérica

“ColaborAmerica é um evento de inovadores sociais e digitais, cuja missão é promover mudanças sistêmicas e construir uma nova economia na América Latina.”

Nos dias 17, 18 e 19 de novembro, o Rio de Janeiro será sede do festival anual sobre novas economias para a América Latina. Reuniremos mais de 2500 empreendedores, líderes de negócios, policymakers e cidadãos de todo o continente para repensar e propor à América Latina um modelo de desenvolvimento mais consciente.

Com programação gratuita todos os dias, nos dias 17 e 18, teremos também um espaço acessível mediante ingresso para aqueles que buscam conteúdo mais aprofundado e especializado.

Programa e inscrições.

Habitats, nouveaux modèles, fabrication : les 2 événements à ne pas rater !

Music of the day

Tem cabeça e coração, tem sentido e tem razão, tem respeito e tem valor
No trabalho brasileiro, no trabalho verdadeiro, Gabriel o Pensador!

Brasileiro é o que eu sou
Rapper brasileiro
Mas eu sou brasileiro antes de ser rapper ou pagodeiro ou os dois ou nenhum
Posso assimilar a cultura do mundo inteiro
Mas sei que nasci no Rio de Janeiro – Brasil
Então não seja imbecil de pensar que eu não poderia cantar assim ou assado
Porque eu vou me expressar na forma e na hora que eu escolher
Aqui ou em qualquer lugar
Valorizando sempre as nossas raízes, Costumes, Cultura musical em geral
Então escuta o que eu digo pro americanizado débil mental
(Você é um burro e não vê a excelente cultura e os costumes do seu próprio país
E abre as pernas pro que os outros lhe impõe
Sem camisinha ou vaselina como o Tio Sam sempre quis)
Mas também não adianta o xenofobismo radical
Eu vou jogar fora no lixo o que é ruim e usar o que é bom da cultura mundial
Vou ler, assistir, escutar e cantar
E nem por isso deixando de lado a produção cultural aqui do meu lugar
E no fundo, no fundo, todos os homens vieram da África
Principalmente alguns povos como por exemplo o nascido e formado aqui nessa pátria
E não se esqueça que cada cultura se forma de uma certa forma
E cada sociedade cultiva suas normas, mas junto nós todos formamos a humanidade
Que engloba todos os seres humanos
Que podem se destacar dos outros animais pela sua capacidade de pensar
Capacidade que muitas vezes não é utilizada
E sendo assim não serve pra nada
Mas eu penso, penso, logo existo
Existo logo, penso e tento utilizar essa capacidade de raciocinar a todo momento
Posso pensar na forma de Rap, Livro, Pintura ou Baião
Posso pensar certo, mas também tenho o direito de errar, vacilão
Mas eu tento enxergar tudo e se eu não enxergasse amigo eu usava óculos
Sou mais um inconformado sem partido feito a Denise Stoklos
E eu falo pra todos aqueles que querem me ouvir e vão concordar ou discordar
Talvez vão acordar
Talvez me seguir ou talvez me vaiar (mas eu vou defecar)
E eu falo pro meu conterrâneo, mas posso falar pro estrangeiro
Eu sou apenas um rapaz latino-americano
Então em primeiro lugar o que eu falo é pros brasileiros
Inclusive pras “Lôrabúrras”, playboys, pros militares e pros crentes
Pra todos os filhos da puta carentes que sofrem com a dominação cultural
Seja com a doutrinação social, militar, religiosa ou de origem internacional
Humanamente também tô do lado desses coitados que tão no caminho errado
E por isso merecem e precisam ser esculachados
O brasileiro precisa fazer uma lavagem cerebral
Aproveitando o que vem lá de fora mas sem esquecer o nosso valor nacional
Cultural, natural e da nossa história
É triste me olhar no espelho e saber que pertenço a um povo sem memória
E por culpa da gente é que nada muda no país
A miséria é permanente desde que os primeiros portugueses chegaram aqui
As deficiências dessa sociedade tão aqui desde cedo:
Fome, Corrupção, Desigualdade, Povo covarde, Desemprego
Antigamente o sistema escravista não dava espaço ao trabalho livre
Hoje os problemas são outros
O espaço ainda é pouco e a superpopulação que o diga
E mesmo hoje em dia é bom que se lembre
Os que trabalham não são homens livres e continuam escravizados como sempre
Escravos, é isso o que somos
Escravos da própria falta de atitude
Alguns se iludem ficam esperando que alguma coisa mude
Os mais afetados esquecem onde tão e aplaudem tudo o que for importado
Espero que tenha ficado bem claro de que lado eu tô
Apesar de ser um terráqueo
Gabriel O Pensador nunca vai se esquecer desse pedaço do planeta de onde ele saiu
Esse pedaço bonito, cansado, sofrido e explorado chamado Brasil
Então se você só dá atenção para o que vem de fora não me dê atenção
Me jogue fora
(Tchau! Vou embora)(Vai!)(Não! Fica aí)
Eu fico, pra alegria e satisfação parcial da nação
Trazendo uma nova linguagem uma nova forma de comunicação
Que muitos brasileiros ainda não conheciam: O Hip Hop
Que não tinha Ibope porque muitos não entendiam
Mas hoje em dia ele é universal e até no Japão ele é assimilado
E pra quem achava uma droga depois dessa dose cuidado pra não se tornar viciado
Porque eu aplico Hip Hop na veia, Na mente, Na frente, Nas costas, No peito
E não me esqueço que sou brasileiro então eu fabrico Hip Hop do meu jeito
Do nosso jeito
Desse jeito que você nunca conheceu
Com brasileiros tocando instrumentos ou mais Be Sample que a Fernanda Abreu (Rio 40°!)
É somente a capital cultural do território nacional
Que é o purgatório da beleza e do caos no verão ou no inverno
Purgatório que pra muitos é bem pior que o inferno
E ao mesmo tempo é o céu pra outros poucos sortudos
Brasileiros surdo-mudos que apesar de tudo está sorrindo
Para eles continuam negando e cuspindo naqueles que tão pedindo e sentindo
“O gosto amargo desse nosso egoísmo que destrói os nossos corações
Será só imaginação?”
Não, Não, Acho que não
E se você não quer realidade, então vai ver televisão
Mas eu tô na vida real e não quero fugir dessa realidade
E eu acho que até passava mal se me olhasse no espelho e enxergasse um covarde
Então eu vou continuar o idealismo que parece arte
E se precisar mudo até de nome feito o Chico Buarque
E “apesar de você” não se mexer
Não sei porquê sua anta
Me escuta
De que adianta ser filho da Santa?
Melhor seria ser filho da luta
Seria bom se tudo fosse um sonho e quando eu acordasse estivesse tudo lindo e pronto
Mas isso nós não merecemos porque só vivemos dormindo no ponto
Então eu tento ficar acordado até na cama quando eu tô dormindo
E também não sou de nenhuma tribo urbana porque eu não sou totalmente índio
Eu tenho um pouco de índio no sangue, mas não no sangue inteiro
Eu tenho um pouco de tudo no sangue, porque eu sou brasileiro
Mas o que eu definitivamente não tenho no sangue é vergonha de ser o que eu sou
E não sei porque os brasileiros não têm auto-estima e não se dão valor
Mas eu me valorizo
Minha cabeça
Minhas ideias
Meus amigos
Minha liberdade de pensamento
Minha terra
O chão onde eu piso
Meu estilo
Minha cultura
Os costumes e o povo de onde eu vivo
Entre tantas outras coisas que eu valorizo e que depois você vai entender
E você amigo? Valoriza o quê?

O que vem a ser um pobre de direita?

A Ana Roxo fez uma excelente definição do que vem a ser um pobre de direita:

Para concluir, deixamos a palavra com o Professor Clóvis de Barros Filho, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Ele dá uma aula sobre o conceito, de forma mais acadêmica, explicando o conceito de Ideologia, dominação de classe e hegemonia burguesa, a partir de Marx:

E para descontrair um pouco:

Jornais brasileiros vão à Justiça contra versões nacionais de sites estrangeiros

Estamos incomodando!

“(…) As notícias produzidas pelo jornal americano, disponibilizadas por meio da referida parceria, passam pelo crivo editorial da empresa jornalística brasileira, que decide se elas são relevantes, ou não, para o público brasileiro, sem interferir em seu conteúdo”, defendeu.

Essas belas palavras são para dizer: “O que pensam os estrangeiros deve passar por uma comissão de CENSURA”. Ué, mas e cadê aquela máxima do liberalismo de que o Estado não deve intervir no mercado? Ah, era pura hipocrisia para pobre votar na direita achando que podia almejar liberdade? Sério? Puts!

No entanto, o parágrafo 3º do artigo 222 da Constituição Federal, originado pela Emenda Constitucional 36/2002, definiu que os meios eletrônicos de comunicação social, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, devem ser regidos por lei específica, que observe os princípios enunciados no artigo 221 da Carta Magna.

Leia a íntegra na Rede Brasil Atual.