Quando chega a hora de voar, por Karine Rosa

O jeito que as pessoas se vestem é outro. A maneira de andar, os sapatos (ou a falta deles), as músicas que escutam sem fone no ônibus, as gírias, o sotaque e, arrisco dizer, até a forma de olhar. Tem um bocado de coisa diferente. O cheiro da praia. O silêncio porque ninguém tá gritando “bixcoito globo” ou “olha o queijo coalho” enquanto a gente toma sol. E a falta que faz uma água de coco gelada.

Muita coisa muda. Mudam as pessoas com as quais você vai esbarrando e, aos poucos, começa a chamar de amigas. As comidas que você come, as bebibas com as quais gosta de encher a cara e os tipos de lugares que você frequenta. Até as coisas nas quais você sempre acreditou – ou aquelas tantas em que você nunca quis acreditar.

Quando chega a hora de voar e a gente voa, não é só o endereço que deixa de ser o mesmo.

Leia a íntegra no Entre Todas as Coisas.

O fenômeno José Serra, por João Filho

O novo escândalo pode trazer de volta uma figura relegada ao ostracismo: Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa responsável pela contratação das empreiteiras que comandaram grande obras quando Serra era governador de São Paulo. O mesmo Paulo Preto cuja filha advogava para essas mesmas empreiteiras e emprestava dinheiro para Aloysio Nunes (PSDB). O mesmo Paulo Preto que Serra, ao ser questionado na campanha presidencial de 2010, afirmou não conhecer quando Dilma trouxe seu nome para um debate: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”

Irritado com a já famosa falta de memória de Serra, Paulo Preto fez uma afirmação – ou uma ameaça – que se tornaria clássica: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Ainda sobre a falta de memória do ex-governador, declarou: “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem”.

Leia a íntegra no The Intercept Brasil.

Une boulangerie anarchiste et anticapitaliste casse les codes en offrant son pain

La boulangerie « La Conquête du pain » a lancé le concept de la baguette suspendue. Basé sur l’économie du partage, le principe en est des plus simples. Un client paie deux baguettes : l’une d’elles est mise dans un panier en attendant qu’une personne dans le besoin vienne la récupérer. Le Co-gérant de la boulangerie, Pierre Pawin, précise que 10 baguettes sont suspendue par jour. «Certains clients donnent systématiquement une baguette, d’autres lorsqu’il leur reste de la monnaie»

Lire l’intégralité sur La Relève et La Peste.

Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência

Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria “humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos. – De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela Universidade de Stellenbosch (África do Sul). Dirk conta que não há uma origem exata da palavra. Estudiosos costumam se referir a ubuntu como uma ética “antiga” que vem sendo usada “desde tempos imemoriais”. Alguns pesquisadores especulam sobre o Egito Antigo (parte de um complexo de civilizações, do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente no Sudão, Eritreia, Etiópia e Somália) como o local de origem do ubuntu como uma ética, mas o próprio fundamento do ubuntu é geralmente associado à África Subsaariana e às línguas bantos (grupo etnolinguístico localizado principalmente na África Subsaariana).

Leia a íntegra na Revista Pazes.

Polícia Federal esconde o nome de José Serra no relatório sobre Marcelo Odebrecht

Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.

Do Estadão: Relatório mostra siglas de Marcelo Odebrecht para políticos

Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações

Por Mateus Coutinho,  Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo

Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.

O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas,  a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

Leia a íntegra no GGN.

Quando STF elimina direito de greve de servidores, passou da hora de repensá-lo

Algum limite tem que ser pensado pela sociedade civil – esqueça as instituições – a uma corte que toda semana resolve mexer na Constituição para eliminar um direito da população. Nesta última de outubro, a aposentadoria e o direito de greve de servidores públicos – estes mesmos, na base da pirâmide, esquecidos pelos burocratas que usufruem de todos os privilégios lá do alto – foram as mais recentes vítimas.

A decisão vem após o anúncio de apoio à PEC 241 pela Presidente da Corte Min. Cármen Lúcia, a pior à frente do cargo que me lembro. Vem depois da intragável sessão que eliminou a presunção de inocência, inesquecível para quem cultiva o mínimo do mínimo de compromisso com a Constituição Federal.

Essa onda reacionária que tomou o Judiciário parece que não ter hora para acabar. Enquanto se acotovelam atrás de flashes da mídia e frases “contra a corrupção”, “contra a impunidade”, os ministros decidiram descontar o salário do servidor em greve sem que seja necessária decisão judicial nesse sentido.

Leia a íntegra no Justificando.

Chantal Mouffe et Jean-Luc Mélenchon : « L’heure du peuple »

Vendredi 21 octobre 2016, Jean-Luc Mélenchon et Chantal Mouffe (philosophe belge) tenaient une conférence intitulée « L’Heure du peuple » à la maison de l’Amérique latine, à l’invitation de l’association « Mémoire des luttes ». Parmi les grands thèmes de cette conférence :
– Qu’est-ce que le peuple ?
– La relation entre le peuple et la démocratie.
– La post démocratie : comment en sortir ?

Intervention de Jean-Luc Mélenchon au Conseil des Droits de l’Homme de l’ONU

Intervention de Jean-Luc Mélenchon au Conseil des Droits de l’Homme de l’ONU le 24 octobre 2016 pour défendre un traité contraignant pour les multinationales en matières sociale et environnementale. Jean-Luc Mélenchon a défendu la reconnaissance du crime écologique et a plaidé pour une capacité citoyenne d’action en justice gratuite contre les multinationales.

Retrouvez les deux intervention de Jean-Luc Mélenchon sur le sujet au Parlement européen les 6 et 23 juillet 2016 :
– 6 juillet : https://youtu.be/Gee-3ewVD7g
– 23 juillet : https://youtu.be/ReQhGzgRfgs

Music of the day

« Quando me perdi
Você apareceu
Me fazendo rir
Do que aconteceu
E de medo olhei
Tudo ao meu redor
Só assim enxerguei
Que agora eu estou melhor

Você é a escada da minha subida
Você é o amor da minha vida
É o meu abrir de olhos do amanhecer
Verdade que me leva a viver
Você é a espera na janela
A ave que vem de longe tão bela
A esperança que arde em calor
Você é a tradução do que é o amor

E a dor saiu
Foi você quem me curou
Quando o mal partiu
Vi que algo em mim mudou
No momento em que quis
Ficar junto de ti
E agora sou feliz
Pois lhe tenho bem aqui

Você é a escada da minha subida
Você é o amor da minha vida
É o meu abrir de olhos do amanhecer
Verdade que me leva a viver
Você é a espera na janela
A ave que vem de longe tão bela
A esperança que arde em calor
Você é a tradução do que é o amor

Quando me perdi
Você apareceu
Me fazendo rir
Do que aconteceu
E de medo olhei
Tudo ao meu redor
Só assim enxerguei
Que agora eu estou melhor
Estou melhor! »